Ainda morei na Praça do Bocage...
- No largo do Ximenes! - lembrou o Ricardo,
A malta, de carro às voltas na praça, a azáfama de sexta, às portas do Sotto Mayor para levantar o pilim, a imperial e o camarão do rio, no Reno, o Zé, das cartas e dos Gatos, a bica no Freitas, o moscatel na Vinícola e as meninas, dos bailaricos, dos Santos no Sapalinho, dos foliões que lhe mijavam à porta e o ferrador,
- Fiquei sem os sapatos!
E fosse isso tinha remédio:
Foi colocado como interno no hospital, sem cheta para comprar o vinil do José Feliciano, o primeiro dinheirinho estorricou-o na fatiota,
- Para ir aos congressos!, Deixei as calças, lavadas e penduradas, na corda...,
Tinha uma apresentação na segunda: a Ti Maria ainda o viu, estranhou a cana de pesca, sem chumbada. Nunca vira um porco a andar de bicicleta nem a cana apanhar além da bota.
desta viu mesmo o porco, a correr com as calças penduradas na cana.
- Fiquei chumbado, com as calças na mão,
E sem elas, apertado, o colega desenrascou-lhe as calças, dois números abaixo. E foi mesmo na rua, dois números abaixo, que se foi abaixo das canetas: e houve festa da grossa, nu S. João, coisa nunca antes vista no Largo do Ximenes!
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