Há mais de quarenta anos que é assim, porque sim: a minha mãe não prescinde do desconforto da alcatifa verde garrafa. E porque não dispensa, permanece na sala.
Rebolámos e dormimos no tapete de subbuteo, redescobertos relvados de alergias e de todos os males do mundo, cães e gatos daquilo, também lá meteram as patas.
A Paula foi a primeira a sair de casa, mais independente do que os rapazes, eu e o meu irmão, amantes de saias: da mãe, da cama e roupa lavada. À sexta, a minha irmã trazia o Marinho atrelado: importávamos frangos do Duarte e do Pé Veloz, corria rápido o tempo com os presuntos ao calor da camilha.
Há sempre um dia da cadela, não se apanha compra-se uma: fez-se grande, ela e a minha irmã, espalhou esta o charme, e aquela as pulgas pela sala: saíram seis patas para que vos quero, e deixaram-nos com a pulga atrás da orelha e no resto, aos saltos, a coçar o corpo todo, c'os tomates!,
Cachorros: passeiam-se em Amesterdão.,
Baba e coça-se o Marinho, em pulgas com os presuntos da Red Light: cão que ladra, morde a trela da dona e já goza.
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