quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Cena # 1019 - O Putanheiro Que Não Ia Com Brasileiras,




Cantigas, amigo,

       De muito te estudar no teu sentir,
       De muito discutir o teu pensar,
       Até os teus silêncios sei ouvir...
               Santos Cravina, in Diálogos com Elmano.


Pessoa, no seu juízo e com filhos, não juraria que as crianças são o melhor deste,
E do outro mundo, também: os padres praguejam os proveitos do casório, relações sem preservativo e sem ralações e eles lá sabem, isso é que era doce,

Gosto do Bocage e do Padre Salgado que lhe gaba a virtude de poeta-maior,
Poeta-maldito, iluminado, cantador da Liberdade e dos valores da revolução,
Verdades Duras: o Pina Manique à perna e o resto faz parte do anedotário popular: Maria-vai-com- as-outras e a Louca unha com carne com o Intendente.


Faz duzentos e cinquenta anos, Bocage,
Estava para nascer quem comprasse três espadas aos artistas: a minha irmã, sem certeza, não mediu as consequências: uma dúzia de Bocages circulavam, aos pares, pela feira e os três enfiaram-lhes as espadas no cu, tantas vezes quantas os viram,
As crianças,

       A vida é filha da puta,
       A puta, é filha da vida...
       Nunca vi tanto filho da puta,
       Na puta da minha vida!

Se te queixavas de teres sido apalpado no Limoeiro...,
Tens razão: já Bocage não és...


0 comentários :

Enviar um comentário

 
;