Cantigas, amigo,
De muito te estudar no teu sentir,
De muito discutir o teu pensar,
Até os teus silêncios sei ouvir...
Santos Cravina, in Diálogos com Elmano.
Pessoa, no seu juízo e com filhos, não juraria que as crianças são o melhor deste,
E do outro mundo, também: os padres praguejam os proveitos do casório, relações sem preservativo e sem ralações e eles lá sabem, isso é que era doce,
Gosto do Bocage e do Padre Salgado que lhe gaba a virtude de poeta-maior,
Poeta-maldito, iluminado, cantador da Liberdade e dos valores da revolução,
Verdades Duras: o Pina Manique à perna e o resto faz parte do anedotário popular: Maria-vai-com- as-outras e a Louca unha com carne com o Intendente.
Faz duzentos e cinquenta anos, Bocage,
Estava para nascer quem comprasse três espadas aos artistas: a minha irmã, sem certeza, não mediu as consequências: uma dúzia de Bocages circulavam, aos pares, pela feira e os três enfiaram-lhes as espadas no cu, tantas vezes quantas os viram,
As crianças,
A vida é filha da puta,
A puta, é filha da vida...
Nunca vi tanto filho da puta,
Na puta da minha vida!
Se te queixavas de teres sido apalpado no Limoeiro...,
Tens razão: já Bocage não és...
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