- Sim, vou...
A resposta deixou-a perplexa. Nada me interessa, se a Júlia se embrulha com o Quico, casado com a Xanoca que, não o sabia ele..., o trai com o Paulo, e este com a Pipa, irmã do Diogo que reparte as alianças com a Júlia,
Fecha-se o círculo e comem-se uns aos outros: ainda bem.
- ??
- Fico com o brinde..., deixo a revista no consultório!
Mostrador laranja de encher o olho, protegido pela tampinha amarela, ponteiros e pulseira azuis: o Tomás delirou com o seu primeiro relógio!
- Olha-me esta bomba!, Aqui acertas o relógio, Waterproof 10m, podes levar para a água...
Não tirava o relógio. Passeava-o, vaidoso, de braço estendido, notava-se o dente ausente.
Adormecia mais a cebola, irritava-me o tanto abrir e fechar da tampinha, o Simão a puxá-la e o Vasco, a puxá-lo,
- Vasco, é um relógio!, Não é um brinquedo, não foi barato...
Na praia,
Calção da moda e o inseparável relógio. Construí castelos e o sacana nada,
- Enche-se de areia...
Brincou na água, afastou os limos que cobriam a tampinha. Não resistiu,
Consultou as horas...
- Pai, pai!, Olha o que aconteceu...
As bolhas de água enchiam o visor...
- Desculpa, se calhar os 10 metros eram além da linha de água...
- Mas pai!, Logo uma bomba destas, tanto dinheiro para nada!
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