domingo, 29 de julho de 2018

Cena # 1835 - À Mesa, com o meu Irmão e com o meu Pai...



Paulo, faz 20 anos que morreste: para nós não.,
Juntar de família com todos, chegaram o meu pai e o Paulo à mesa:


Serve para rir, quando veio o pato: o bicho do meu irmão à mesa e ele comeu e gostou como se não houvesse amanhã: saiu do frigorífico dele, sem penas,

Com pena, recordámo-lo como era bom, o vinho e coisas da vinha, vinha das tasquinhas de Santarém, a segurar as calças, Olha aqui, Jorge!,
- Roubei o molotof para dividirmos.
Em grande a quilo, esfarelado no bolso...,

A bolsa de prata e a carteira do velho, que anotava a massa antes de dormir lá para às tantas, às tantas depois de chegar da outra, forrada de donas marias e chegava-nos a moeda de vinte e cinco tostões da caravela para o gelado de laranja e era um pau, e o Paulo a imitá-lo, a dormir com a mala preta do homem da Regisconta e com a carteira do Franjinhas aforrada das notas de quinholas, do Monopólio.


Monopólio: chegou o velho à mesa e a jogo, seis filhos e outras tantas mulheres (e hotéis e casas) veio ao baile,
Finou em 2000 e também não foram tantas, mas o suficiente para encaralhar o padre Acílio, que perguntava no velório,

Pau Santo,, que estais no céu,
- Afinal, de todas estas quem é a viúva?!…








 


0 comentários :

Enviar um comentário

 
;