quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cena # 1404 - A pesar (de).



- Morreu.
Morreu, como?!, de morte matada, e devia eu saber.

Vi a esposa, no consultório,
- Ele gostava muito de si...



O Virgílio: era meu assistente de Medicina II, ou III, às duas por três deu-lhe o badagaio: é lixado,
Era lixado: tem graça engraçou comigo: estava eu numa turma de gajas, eu e mais sete, já se vê,
- Quem muito fala, pouco acerta...

Gostava de mim, talvez porque não me armasse ao pingarelho. Aprendi muito com ele, devo-lhe muito, e mais esta:


A pesar: um gajo é aluno e não atina na terapêutica, ainda para mais ou para menos, com os cagagésimos do miligrama,
- Jorge, o que daria a este doente?

Uma coisa má de certeza, isto e a quilo,
- E a dose...

Desconheço quantos miligramas sobrava ou faltava, só me faltavas tu, Virgílio,
- Deixe lá: o que vale é que os doentes melhoram com a terapêutica, sem a terapêutica,. E apesar da terapêutica...


Valeu.,
Para mim valias muito, sabias a potes: descansa em paz.












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