- Queres ouvir?
A Fátima dois, empregada ao lado, bateu à tua procura, com o mata-piolhos a espipar sangue,
Cortou-se na garrafa do tintol, se não fizesse efeito ainda estava na garrafa,
Não estava: desenrascaram-se, ou antes, enredaram-se,
Uma ideia, outra invenção, umas compressas e o adesivo,
- Olha além..., Fio de sutura!,
Às voltas, garrotaram a base do polegar,
Deve ficar bem!, uma das premissas em que assenta o desenrasca luso: se Deus quiser, não há de acontecer nada...
Cheguei tarde, o dedo garotado que não pingava, mudou para cor púrpura,
- Deve ter absorvido algum do vinho, doutor!...
- Porque não foi ao hospital, Fátima?!
- Nem morta,
Escusava de lá ir: esperou-me, mais três pontos a meu favor,
- Para a próxima, ponha o dedo à boleia: fixe, e não lhe dê mais corda!
A ideia surgiu da cabeça das galinhas,
- A gente corta-lhes o pescoço. E se não lhes enrola o cordel, não param de sangrar!
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