Nalguns dias acertava com a coisa
- Não leva "sepesitório", já fez cocó...
Mas, noutros, retraía-se dois ou três dias, abdomen globoso e olhos que nem peixe de aquário, não terminava a sessão sem o pequeno laxante. Coitado, detestava aquilo, parecia que o mundo acabava! E tentávamos tudo: levavamo-lo vezes sem conta ao bacio, especados à sua frente, tampa aberta e esgar de chinês, a servir de modelo, as figuras que uma pessoa faz,
recorríamos a tudo
- Vais já para a cama, já muitos meninos da tua sala fazem sozinhos, ainda vais para o hospital...
E ele, brincalhão:
- Está lá o pai?
Em desespero, mesmo tudo...
- Olha que não vês o Canal Panda! (um alívio)
e nada, nadinha...
Um dia, e já passavam três sem ir ao bacio, qual peixe-balão, e esgotadas todas as alternativas, de novo o incontornável laxante; apenas escassos segundos e um prolongado cocó. As calças dois números abaixo. Visivelmente aliviado, pergunta:
- Papá, papá, o Ruca também faz o Bebegel?...
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