sábado, 28 de setembro de 2013

Cena # 91 - o 18.



- A tua escrita devia ser mais apurada, mais rendilhada, entendes? - comentou ela - do género do Garrett, do Herculano...
- Não creio - respondi - sou de ciências como dizíamos antigamente, busco o menor denominador comum, procuro simplificar, as histórias têm que valer por si, se não, empilhava tudo e vendia romance...

O dezoito é o número do macaco e não falo do jogo do bicho. Trouxe-me o dezoito para casa, "esquecido" no bolso das calças... À segunda, perguntei-lhe, curioso e o Vasco - acertaram! - respondeu, baixinho e de modo evasivo:
- É da escola...
O Vasco tem nova educadora e novas atividades: a pintura, o lego, a construção e a casinha... Pelas nove e trinta, cada colega seu coloca o respetivo número sobre a atividade pretendida e, quando completa, tem que escolher outra...
Chegámos à escola, o Vasco correu, de imediato, para a sua sala nem quis acompanhar o Simão à sala. Apareceu segundos depois...
Na sala do Vasco, a miudagem distribuiu, entre si, os números
- Falta aqui o dezoito! - reparou um deles.
- Ah, já está aqui no quadro! - corrigiu outro.
O macaco, três anos de idade e o dobro de matreirice, traz o número para casa e, no dia seguinte, vai a correr para não perder a atividade que mais gosta!
À noite, lá lhe fui dizendo, não pense ele que me escapou:
- Então, seu macaco do rabo cortado, trazes o número para casa... Não te deixas fintar!
- Simples, não é, papá?!











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