O meu primo Paulo provocou-me: como já vais na sexagésima oitava, tens mesmo que caprichar na próxima história! Claro, está escolhido o tema, mas vou fazer as coisas pela metade...
Certamente por inépcia, mas não por falta de empenho do artista, os meus filhos nascem pequenotes. No livrinho, os primeiros pontinhos situam-se bem abaixo daquela curva, dita normal, agravado pela colega que os uniu com tal convicção que nem dá para apagar aquela porcaria.
Mas se o comprimento é diminuto já o perímetro cefálico, não! No fundo, resquícios de um triunfante espermatozoide que levou um bom sumiço na cauda mas que não perdeu a cabeça: rapazes sensatos, portanto.
São uns lutadores, comem que nem uns desalmados, têm trepado todas aquelas curvas e até já se deitam nelas.
A velha questão: o tamanho importa? Para a Leonor, sim, mais é menos. E foi assim que andou meio preocupada com o comprimento do dito cujo do miúdo.
- Isso não se mede em centímetros, e em Inglaterra, o que interessa é se tem, ou não, a polegada, para ter ponta por onde se pegue e se é trabalhadora.
Jantar no Zaafran, à Estefânia.,
Confesso que desconheço os princípios fisiológicos que levam a Leonor a aguentar-se e a aguentar comigo, foi da trinta e três, aquilo é feito de outra massa, aguenta-se à bomboca. Tem boa boca e conversa, puxa conversa, volta com o pequeno, o grande e o intermédio...
Pelo meio, é como o outro, com metade do coiso: o tamanho não importa,
O anão para a anã,
- Querida, vamos fazer um trinta e quatro e meio?...
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1 comentários :
Retirar o nome de Leonor desta publicação. O relatado poderá estar relacionado com outra senhora e é uma vergonha colocar público intimidades, seja inventado ou não
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