Não gosto do meu nome, Liberdade. O meu pai não gostava do Salazar, e tomou a liberdade, contra o conselho do Alfredo da Silva: no dia do meu casamento,
Casei no registo, no Bairro das Palmeiras, ali ao pé da ponte que dava para a Escavadora. A malta gritou,
- Viva a Liberdade, Viva a Liberdade!
E foi quando apareceu a Guarda para nos prender...
Renderam-se ao nome, ao vinho do Porto e ao bolo, foram à bola e à boda connosco, e assim se despediram,
- Viva a Liberdade!, Viva a Liberdade!
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