Há anos que não via o Saul e não o reconheci pela metade: o whisky roubou-lhe o pâncreas e secou-o de proteínas,
Quarenta e nove quilos num metro e oitenta.
Ainda mora no Campo de Ourique, mais perto dos Prazeres do que de Fátima,
- Tenho fé, muita fé!, Hei de dar a volta...
Não há volta,
De braço ao peito, o vento arrastou-o e dessincronizou-lhe o rádio,
A Ortopedia é física, enfarda de um lado, descarrega no outro,
- Amigo Saul..., Tens de andar com dois calhaus nos bolsos ou leva-te o vento!... - brincou o médico.
Haja humor,
- E na aflição, posso sempre deixa-los em S. Bento que ninguém dá por mais aqueles!
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