domingo, 2 de julho de 2017

Cena # 1415 - .Ao Tempo da Sandes de Courato e do Ovo Estrelado, Pespegado no Cu do Carro.


A Augusta ajudou à festa,
- Oh pá, que viagem!!!,


E os carrinhos de choque? Os flippers e os matrecos. As farturas do Barafusta e os chupas de caramelo embrulhados no papel vegetal!

O Zé dos Gatos a vender cautelas na Adega dos Passarinhos e as bifanas da sair antes da ida para o Baile da Cueca! (quico branco e calças a boca de sino, t-shirt branca com pullover de bico e o sapatinho raso, em bico com aplicação de metal.

O campismo em Tróia com entrada livre nas piscinas da Galé, onde entrávamos pelo buraco da vedação do fundo, ou a partilhar as chapinhas e braceletes que mantinham sequestrados cestos atafulhados de roupa velha.


O marreco do Casino, e o outro, da sete e meio. A Esplanada: estás a ver o filme?
O Festival de Teatro na Teia e o Teatro de Bolso dos saudosos Bola, Nuno Melo e o Fernando Guerreiro ou o Festival de Cinema de Troia nos claustros do Museu de Jesus com o pessoal amontoado em andaimes, nos assentos de madeira e puas: salvava a almofada e a mantinha, e a aguardente a rodar e a aquecer a malta.,
- E o Aguardente?

Os Santos no largo das Machadas.
- E quando as camones, podres de boas e de bêbedas, se começaram a despir, e a malta arrancou o calçado à unha para afastar a bófia?

As matinés do Leo Taurus e do Caranguejus, e os Trovante e os Madredeus, no Largo de Jesus! E a Adelaide Ferreira, no Pavilhão do Naval,
- Boa noite, Setúbal!,
e o Gordo
- Vai p'ró *******!
- O quê, meu???
- Vai'ta *****!!!
- Vem cá acima, dizer-me isso!
Está bem, deixa. Grande moca! ,
As festinhas na Quinta das Machadas. E as festas, e o resto, no Seagull.
- Uma vez…,

Ahahah, já não me lembro.
Do que lembro,
- As regatas de vela pelo São Martinho e dos prémios regados com água-pé, à volta da piscina e do meu pai, o Pescaria, já quentinho!,

Dos saraus do Vitória e do Naval, e da ginástica para um gajo se baldar às aulas do cego e do Calado. A Abominável Amélia das Neves. E os invernos frios, a tremer pelas notas do 1º período.



- Isso era no tempo em que os carros tinham o ovo estrelado colado ao cu do carro e dentadas no volante…, E palas!
- E nós, com elas nos olhos: soubesse o que sei hoje…


E sabia ao mesmo.








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