sábado, 8 de outubro de 2016

Cena # 1107 - São Coisas Que Aconatecem...

                                                                         I

Ele há coisas do trabalho,
A garabulha é indissociável do seu código genético: os médicos não poupam na eletrocardioletra...

Mea culpa, não me aguento nas canetas,
Meia culpa, antes o farmacêutico percebia os gatafunhos, ou fingia decifra-los, e os doentes melhoravam: com, sem,
E apesar da terapêutica.

                                                                          II

Os tumores crescem como grelos,
À Chica, a coisa ficou preta,
- Tem um tumor dos lábios vaginais, Francisca...- observou o médico - vou referenciela: a coisa, ao cirurgião!

O cirurgião não estava para aí virado: palpou e remexeu-lhe os lábios carnudos, tudo no sítio!,
- Não percebo, quer que a opere ao quê?!
- Aos lábios!, Vaginais, doutor...

A informação escrita: levaram à letra,
- Mas Francisca, eu sou cirurgião maxilo-facial!...

Meteu os pés pelas mãos, ela
Onde pisa os pés, põe a cara: quem vê caras não vê esporões,
- Já que aqui estou, não pode, ao menos, operar-me aos calcanhares?...

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