segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Cena # 1102 - Histórias Do (que não está) Morto,

Não se arranja tempo, nem morto, mas morre alguém e lá arranjamos o tempinho,
- O Paulo!, O que ele trabalhou: para quê?!

O Paulo Salgado era tão certinho que chateava. Se esquecíamos as bifanas, jurava voltar e passar pela vergonha
(se a frase tem duplo sentido, mentira, era o da volta: para ele, e para os outros, por diferentes motivos),



Nos velórios revemos amigos, que vivos não veríamos.,
Encontrei o Rui, que namorou a minha irmã: se o Paulo não tinha histórias, do Rui não lhe faltava,

Ora a minha irmã lhe atazanou a cabeça, parados, em fila, na subida da Secil para a Figueirinha e ele não foi de modas: saiu do pé dela, e pelo pé dele se fez à estrada, para Setúbal,
- Rui, não tenho carta!
- Devias ter pensado nisso antes...

Ele tinha carta. Nunca lha cassaram, mesmo sem pinga de sangue, incerta vez,
Bateu-se na rodada da imperial e, na volta, bateu nuns quantos carros, enquanto estacionava na Praça do Brasil, E agora?...
- Agora vou dormir!
- Mas Rui...

Acordou com o telefonema dele,
- Vem, Paula., Estou fodido: então o meu pai não quer matar o gajo que lhe fez aquilo ao carro?

Era um doce de rapaz, e se fazia anos comprava logo dois bolos: um para a família e o só outro para ele!
- Continuas o mesmo,
Só tu,
- Agora compro o bolo só para mim!...

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