Chegámos mortos ao hotel, junto à Rhaduspladsen,
- A Stroget é já ali...
A Stroget é a principal rua comercial, com os preços a lembrar a Rodeo Drive..., e o burro não pode nem o cartão Comporta,
A cidade.
É impossível esquecer as casas flutuantes dos canais, numa miríade de estilos, e o colorido de Nyhavn, o velho porto oitocentista,
Christiania, inventada nos anos setenta, quando uma trupe de ocupas impôs a sua lei, com permissão de drogas leves: tolerável,
Pior, pelo não pagamento de impostos: uns sonhadores, o fisco não perdoa nem a Christiania. Degradada e suja, "NO PHOTOS!": não é preciso, obrigado,
O Tivoli, o fabuloso parque de diversões orlado de lanternas, vale a visita. E o preço do jantar, no Palace. Atrações,
Para todos, gostos e feitios, diversões juradas para adultos, mas não para mim: Dragon e Demon são, só por si, premonitórios, e ainda não viram nada...
O Starflyer, é só o maior carrossel do mundo: cadeirinhas suspensas por um fio, que descrevem círculos a trinta metros do solo!
- Podíamos andar naquilo...
- Podes andar com quem quiseres.,
Desde que ajude na despesa...
A Sereia, levava eu ao lado, de rabo apetecível,
Em Kastellet as árvores exibem as cores outonais, aqui e ali, impressionistas, verdes, amarelos, rosas, lilases, laranjas... O que caminhámos, para chegar perto da Pequena Sereia que um dia perdeu literalmente a cabeça, talvez por um marinheiro...
E talvez desconheçam que a sua localização foi, à época, polémica (parece que o tamanho, não, ou o tamanho não importa) e que a própria atriz de ballet nela inspirada, recusou o papel quando a soube parte do calhau.
Se gostei, NÃO SEI!!: sobre a rocha, o painel gigante mostrava a Sereia, de costas, na Exposição Mundial de Xangai...
Em todo o lado há um português. E onde mija um português, mijam dois ou três...
Pois bem,
Tirámos o dia para visitar os castelos da Zelândia, Frederiksborg e Kronborg: onde Shakespeare nunca pisou mas onde decorre o emblemático Hamlet e aqui se levam à cena, esta e muitas outras peças suas, num festival de verão. De modo que a guia,
Hamlet para aqui, Hamlet para acolá, quarenta e cinco minutos do príncipe da Dinamarca...
A tarde ia longa, corri para a casa de banho: aí testemunhei a coisa mais portuguesa que alguma vez vi, fora do retângulo...
Na parede, bem à minha frente, em letras gordas:
O HAMLET MIJOU AQUI...
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