sábado, 27 de agosto de 2016

Cena # 1052 - Os Reis de Nápoles.

Nápoles, vinte e seis.,

Não é preciso subir a Posillipo. Uma volta pela Spaccanapoli e pela Via dei Tribunali, basta(.) para ver: Nápoles é babelesca, fula-fula e malcheirosa. É lixosa.

O Duomo,
Imponentes, o Vaticano, os Duomos de Milão, de Florença e de Siena: a catedral de Nápoles fica para baixo. Por San Gennaro, que não me vai deixar (sem pinga de sangue),
Prefiro Santa Chiara e o barroco de San Gregorio Armeno. Os frescos do Monte di Pietà.

Pode ser do calor,
O gelado na Galleria conduz-nos ao céu! O café no Gambtinus, à belle èpique.

O Pallazo Reale e o (apêndice, Teatro) San Carlo devem estar bonitos, a avaliar pela fachada, encoberta de pano a todo o comprimento, Está em obras - desculpa o taxista,
Há obras por todo o lado e pano para mangas. E caridade: os esmolantes são muitos e não deixam os créditos por mãos alheias...

Castel Nuovo (Maschio Angioino)
Os miúdos tomaram o castelo de assalto e as torres não foram obstáculo àqueles vulcões. É a massa de que são feitos.

Bonito,
Entrei na charcutaria-café-pastelaria-mimimercado. Nas paredes, as fotografias, desde o bisavô. Perguntei,
- Os produtos são italianos?
- Não. São napolitanos. Só dez por cento, vêm do outro lado, de Itália.


Enfim,
Vale mais ser dono desta merda do que de merda nenhuma,
A t-shirt dos miúdos, achada na Feira de Sant'Iago,
    O MEU PAI É DONO DESTA MERDA TODA
Fez furor e não enfureceu ninguém. Pudera!,

A minha, a do outro com Il Padrino estampado, driblou e arrepiou caminho.
Desde o Maradona que não se via igual.

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