O vento de Espanha queima. Fizemo-nus ao mar, eu vestido e a miudagem a mijar às ondas.
Apontar o dedo é fácil e, de pila em riste, não era eu,
Apontei-lhes a câmara e foi tudo na onda, eles e a máquina com os porcos.
Por lá, banharam romanos, embarcaram marroquinos com o saque à vila, desembarcaram milhares, na Praia da Lota, ai tempo d' O Popular, Rei de Portugal e dos Argarves: História que ficou registada, e se alguém perdeu a cabeça, não há história de ter perdido a máquina fotográfica!
O estúpido: eu,
Aponto o dedo, sem dois dedos de testa,
Repito a que pouco o interessa o cálculo se, por erro, a massa cinzenta não conseguir prever, e minorar o risco.,
Pois mal,
O cimento-cola envolve-me a substância branca: uma medula espinhal chegava.
Depois?, foi vesti-los e calcar areia a tarde toda, na rebentação: mais fácil dar com cacos de ânfora...
Já tarde, o amigo António Porfírio entregou-me a câmara. Há horas que nuscava os miúdos de calções riscados e a prancha do Tomás,
- O que eu corri!
E eu, por aquelas fotos,
- Reconheci o calção do seu filho, porque tem flores...
Foto puxa conversa, é de Torres Vedras, fosse pelas calções para a próxima enfio-lhesuns calções rosa choque com rendas, abaixo do joelho.,
Se gostam ou não, isso são outros carnavais.
OBRIGADO, amigo. Devo-te um jantar.
E muito mais do que isso.
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