sábado, 4 de abril de 2015

Cena # 511 - O Porsche Amarelo.

O Silk, no Chiado, tem boas vistas.

O avô deixou-lhes terras a perder de vista,
O pai viveu à grande, e à francesa desposou a mamalhuda,
De olhos índigo, o Arturinho não foi instruído para trabalhar: longe disso, vive dos rendimentos, o Porsche de oitenta e um vai dando para as curvas,

Mesmo se não tem onde cair morto, e a malta está morta de o saber,
- Vendê-lo?!
O bicho-da-seda não dá ponto sem nó,
Rende umas garinas, rendidas ao charme dos óculos Carrera,
- Ora, levo-as ao Silk, começam logo a grelar!

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