sábado, 10 de setembro de 2016

Cena # 1073 - O Verdadeiro Amor, Que Nunca Dorme.

 
              I look, at you all,
              see the love there that's sleeping...
                                While my guitar gently weeps, George Harrison.



As salas de cinema esvaziam à medida da carteira: das paredes, faziam quatro salas. Entrei com os miúdos, ao Kubo,
- F não sei quantos, daqui ali...- apontou o Tomás.

Sala vazia.
- Abancamos aqui, ponto final.,
Ponto e vírgula, vieram ao Kubo, ele, o filho e a filha(,) da mãe a mandar vir,
- Esses lugares são nossos!

Mas
Faz favor!, Sentamos à frente e sentem vocês, atrás: a família de chulezeiros que tem por mania descalçar-se no cinema e em todo o lado, e ao cubo, só porque o Simão é inseparável do Batman, nas lonas,

Ao preço que o cinema está, deixei-me dormir com a mãe do Kubo e o intervalo não interrompeu nada: a bruxa continuava atrás, do Kubo, claro,
Lanternas para falar com os mortos e levo anos disto, a falar para o boneco, alinhava nas velas, que a brisa noturna sopra doce, rio abaixo: lembro o Kusturica, do Tempo dos Ciganos,


Ao Vasco, não lembrou outra coisa,
- Pai, se morreres, é verdade que posso falar contigo?

- Prometo aparecer-vos, na lanterna de origami...
Quem sabe, está escrito, não vou chorar,

- Tchim-tchim, meus amores: à vossa, e ao Kubo!


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