Arte de Furtar, Padre Manuel da Costa?, Padre Antonio Vieyra?
Começo pelo fim: um mundo sem ladrões era-o sem governo,
Não me reconheço autoridade, mas a ideia tem pernas para andar: estaco à porta do cemitério, a rapaziada pedincha o dinheiro do papo-seco enquanto distribuo cartões aos mortais que abandonam,
- Se conhecia o Horácio!..., Deixa saudades..., Está em baixo, porque não passa pelo consultório?!
Fazer pela vida. É isso: a caça à malta,
Não acreditei,
- Sabes que a bófia aguarda a malta saída dos bares, a soprar, para o balão?!
Embófia de rapazes investidos de fardeta, a querer mostrar serviço...
- Não tarda, deixam o portátil no banco da avenida como isco, enquanto sorvem a bica...
Sexta à noite,
Eram onze quando abandonei o Dez, para o carro estacionado à frente,
Vi o carro-patrulha parado na rotunda, três minutos depois, sirenes ligadas, coladas no retrovisor,
- Os documentos, por favor..., Bebeu alguma coisa?
- Sim..., Diga-me: cometi alguma infração?!
- Não., Vinho, cerveja...
- Nada!
Confesso: -me uma merda de homem, nunca apanhei uma perua, embebedasse a comida e cacarejava pachochada, nunca fui a uma casa de meninas, o que não perdi,
- Nada, como?!
Devia ficar, mas não se deu por satisfeito,
O sorriso mangão eclipsou-se no triplo zero do teste do balão...
- 0.00, vamos lá repetir...
Vamos e era capaz de se arranjar qualquer coisa.
Vai em seis zeros, um num milhão, é ficar por ali ou esgota o stock, e o Entendente pensa que safou um amigo,
A velha operação STEP: três passos e faz o diabo o quatro, deu lugar à emboscada,
- Devem ter enfiado um melão!...- riu o Nuno.
Tal e qual. Eram dois, a cada um o seu.
Partilhar esta Cena...
0 comentários :
Enviar um comentário