sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2029 - O Psiquiatra Normal.


O psiquiatra,
Se fala, não ouve, se ouve não fala, rosna, é de falinhas mansas, se abana o rabo, larga o osso: mordem-lhe as canelas, é morto por ter cão e por não ter

Feito: prescreveu-lhe os antidepressivos e a antidepressiva queria estar melhor da noite para o dia mesmo se não aviou ainda a receita,
estava-se à espera,
- Fui a um desses médicos que não nos consultam, só falam connosco !




O Benjamim,
Já perceberam, é psiquiatra: e novo, no serviço: atura os malucos dele mais os malucos dos colegas, os normais que se julgam malucos e os outros, malucos que se acham normais,


Está esgotado; ainda assim, aceita sempre mais um, no caso, o estreptococo que fez da amígdala casa,
- Chefe, amanhã posso vir trabalhar de máscara ?!

E assim foi,
Comentaram na sala,
- ...Ora, muitos deles estão mais malucos que nós: olha-me este, agora tem a mania que é o Zorro !












quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2028 - A Frankfurt de Goethe e de Horkheimer.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2027 - Acredita Quem Quiser :


:Era uma vez Era uma vez uma jovem judia, de nome Maria, 


Vivia na Nazaré, recebeu a visita do anjo Gabriel e engravidou,
Obra do Espírito Santo, mas foi o desgraçado José que ficou com o menino nos braços: quem se lixa é o mexilhão,
Santos de fora fazem milagres...
Parece que é verdade.,


A Lurdes, anda branca como a cal,
Um calvário: Perde sangue?!
- Pela boca do corpo, doutora...
Posição de rã e ela só queria dar o salto,
A colega, antes de introduzir o colposcópio, o instrumento que anda nas bocas do mundo, cobriu-o com o preservativo,
- Não é precisa camisinha doutora, já fiz a laqueação das trompas!
Parece mentira: é verdade.









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Cena # 2026 - Histórias de Amor e Desamor.


Enfeitiçou-se pelos olhos rasgados e pela boca pequena, da oriental: orientou-se.

O amor não paga contas, e ela também não as fazia: se fazia contas com ela, desorientou-se quando ficou desempregada com a dívida e a dúvida a crescer,
- Era era jantares com amigas e sobremesa com quem(,) calhasse ainda estava a bancar, o carro e o resto foi com o divórciio,

Ficou com nada, fodido e a carregar com os dramas dos outros na televisão.

- Olhe doutor, saiu-me cá uma Samessuga que nem lhe conto!







segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2025 - O Caso Esclarecido do Sr. Neves Que Assediava a Mulher...


Foi ao almoço que soube o que o malvado do Sr. Neves (não) fazia à mulher...,

O Faustino arrenda casa, dá-se o caso de conhecer os inquilinos e o Sr. Neves tem-no em grande consideração.
O Sr. Neves é um homem às direitas: passa dos oitenta e nunca foi multado. Às dez em ponto desce do quarto à pastelaria, cumprimenta os conhecidos,

Para quem não o conhece,
- Senhor Faustino..., Dá-se bem com o Sr. Neves... - começou a vizinha do terceiro,
Podia falar com ele, Dasse! que o que é de mais não presta, parece que: passa as vinte e três e vá de assediar a velha , coitada os gritos que a desgraçada larga e ele não, foge ela com o rabo entre as pernas, dele,
- Faz-me esse favor?, Não queria dar parte à polícia...


À parte, o Faustino chamou o Sr. Neves,
- Desculpe, Sr. Neves..., Queixa-se o prédio dos barulhos á noite...
Que serrazina e monta a esposa e remonta há, pelo menos, dois meses ,
- Somos todos homens e, também eu, sei como são as coisas...

Não, não sabe da missa metade, e o Sr. Neves quase gelou,
- Sr. Faustino...
Galinha velha não dá boa canja, deita-se a velha com as galinhas e não vai à missa do galo, é então que,
- Assino aqueles canais, está a ver?
Não, mas gostava: por baixo e por cima, gemem e gritam e queixam-se elas, do terceiro ao quinto menos a que está no quarto,
- Estou surdo e meto o som no máximo., Talvez seja por isso...











domingo, 17 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2024 - Histórias do Rajá Fresquinho...


Bate-papo de final de consulta, naquela altura em que aguardo que a impressora deixe os preliminares e vomite a receita,

- Então, Dª Maria (setenta e muitos anos disto e daquilo não sei), dizia-me que gosta de ir à praia, hã?, Gosta de espreguiçar no areal ou vai a banhos?...

A filha corou mais do que o escaldão e acenou negativamente a cabeça,
- Oh, doutor, não é isso..., Gosto de ir à outra praia..., Está a ver?, A outra...

"Aquela outra": a praia do naturismo não oficial, que há por aquelas bandas...
"Aquela outra", é oficial,

- Sabe, doutor, é que gosto de as ver chupar no Rajá!
É pá! é um gelado,
- No outro dia estava uma,
Assim, ó, e coloca a mão na nuca e simula a felação...

Confirmo com a filha, A malta tem relações na praia?!
- Sim, doutor, por isso é que não a levo., Ela gosta de ficar a ver e a mandar bocas!
No outro dia,
- Até era uma conhecida, veja lá!


Já vi,
- Nunca vi nada disso, na 19.
É nestas alturas que uma pessoa considera a sua vida aborrecida.








 


sábado, 16 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2023 - Doutores e Enfermeiras


Já foste: agora jogam aos médicos uns com os outros.

Tomás : -  Eu faço de doente. Que tipo de médico queres ser, Vasco?
- Quero ser como o pai!
- Mas o pai abre os mortos...

Sim, está bem deixa, que os outros também não se queixam
- Tomás, quando, bla blá, o que foi e o que aconteceu, bla blá e nada
- Oh Vasco, para!, Não vês que estou morto?!







sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2022 - O Resto É Paisagem.


Greve na escola, e é grave: tive do os levar e levar com eles.

Chegados à clínica, a coisa não tem remédio, desarrumaram e arrumaram a questão à chapada. À saída:
- Pai, como é que se chama a rua da tua clínica?
- Rua dos Comediantes.
- Então, é por que não puseram Rua do Jorge Forreta?!





quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2021 - Por S. Valentim!







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Cena # 2020 - Histórias do outro Mundo.


- Esteve um dia e meio morto, nos Cuidados Intensivos!





terça-feira, 12 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2019 - Um Final Menos Feliz em Marraquexe: Deu-lhe uma AVC...


Marraquexe, quarenta e nove graus: a cidade fervia e a Leonor não chegara. Hoje, no 4°: dia (,) claro, estão quarenta e seis: ao sétimo, o senhor descansa: que remédio,


A gente habitua-se a isto:
Junto à medina, na hospitalidade do hotel, Les Jardins de Koutoubia, um paraíso a dois passos da mesquita,
- Acompanho-vos ao quarto duzentos e um: as malas demorarão pouco.,

- O pequeno almoço...
- Onde quiser: no terraço, a qualquer hora mas, querendo, no quarto, ou numa mesa para dois, junto à piscina...

No pátio andaluz, as palmeiras e as lanternas laranjas orlam a piscina. Ao fundo, pende o fanou, majestoso sobre os caldeirões em frente à lareira de azulejaria esmeralda.

Subimos ao segundo piso,
A funcionária lustrava os magníficos azulejos zellij dos degraus. O quarto, espaçoso e luxuoso de paredes altas em tadelakt rosa e mostarda, acolhe. O perfumado azeite de Argan enche o espaço.
Dos moucharabieh em madeira, espreito o bulício da rua.



Acordávamos cedo,
À mesa, o chá de menta servido num arco perfeito, o cremoso iogurte e compotas várias. Explico o significado da kesra. A manteiga, colocada há minutos, derrete. São oito.
Perto da meia noite e mais perto um do outro, subíamos ao terraço para o demorado banho ao luar, na piscina de água tépida, ornamentada de velas. Milhões de estrelas, nenhum desejo: que mais se podia querer? Quase um conto das mil e uma noites...



Só pela manhã, é possível apreciar a vastidão de Jemaa-el-Fna.,
Chamam-nos das roulottes para o sumo de laranja, feito na hora. Poucos circulam, o que torna a praça ainda maior! Os burros e as motas cruzam a praça e procuram achar a estrada ausente, algumas atravessam a praça na diagonal, a prioridade, desconhecida.
Onze. A Marraquexe converge para a praça: aguadeiros de vestes coloridas, camaleões e tratadores de macacos, adivinhadores, tatuadores de hemma, arrancadores de dentes... Ouve-se, a flauta e a percussão das taras, e as tarijas dos encantadores de serpentes, espalhados na multidão...

A clareira assinala o local onde, pelas dezoito, se montam as centenas de cozinhas de rua. O carvão fumega e os bancos corridos de madeira aguardam os primeiros clientes.
Alcançamos o terraço do Café Glacier e o sol vermelho, que desaparece em Koutoubia. Do alto do minarete, o muezzin anuncia ao mundo, Allah Hu Akbar!: é tempo de provar as iguarias!
Jantámos diariamente na Praça e, em Marraquexe, sê como eles: coma-se com a mão direita! (a esquerda usa-se para a higiene). Rendemo-nos à harira e à sopa pucante de caracóis, ao cuscuz e às tajines de galinha com limões, às espetadas de cordeiro e ao peixe, de impecável fritura. Por fim, laranja com canela e pastéis de amêndoa, com o chá de menta (o alcool é proibido na medina) e os gnouas no refrão, por companhia...

A praça, caótica e eletrizante, está ao rubro! Mais dançarinos e acrobatas, engolidores de espadas e de cobras e círculos de gente hipnotizada aos contadores de histórias que, noite após noite, as reinventam e cujo final, em suspense, é deixado para a noite seguinte!



A norte de Jemaa-el-Fna,
A rua Semmarine abre-se aos souks: junto às muralhas, em Debbaghine, os curtidores pisam as peles em casulos coloridos, caixinha de aguarelas, observada do telhado próximo.
Comemos panquecas de rua. Ao longe, os artesãos de Haddadine, que martelam e rendilham o ferro e o cobre. Enchemos o olho às lãs multicolores do souk Serbaghine, regateámos babouchas, a Leonor perdeu-se nas belas gondouras bordadas das kissarias de Smata.

Pausa para o chá gelado e para as pastillas de leite e amêndoa, no Cafe des Epices!,
Do terraço, o caleidoscópio de Rahba Kedima: misturam-se especiarias, elixires e corno de rinoceronte, vendedores de escorpiões e de galinhas, curandeiros de Sihacen: magia negra e charlatães!


Negociámos a caleche. Deleitámos os olhos nos azuis-verdes de Majorelle, na Kasbah e da Mellah,
Desculpa Pessoa (caderno de viagens), Marraquexe entranha-se-me de imediato: sucumbo ao rosa dominante e ao azul cobalto, açafrão e hortelã dos pigmentos, ao perfume das especiarias, ao exotismo das flautas e às tajines da praça!
Estranho a partida, como te entendo Sherazade...


A mala, são três no regresso e deixo roupa: não guardo saudade,
Proponho à Leonor:
- Podíamos experimentar um destes restaurantes recomendados...

Acomodámo-nos. Os bancos corridos ora cadeiras de veludo, uma luz artificial, a comida nem tanto saborosa e sabor sim, a pouco...
A meio, sobrevieram as cólicas, agravadas no café...
- Leonor, vamos embora...

Saí à pressa, lembrei-me da doente:
- Deu-lhe uma AVC...
E eu, sem entender:
- Como Dª Maria, uma AVC?!
- Sim, doutor, uma Alta Vontade de Cagar...

Foi apertar o passo, correr com a Leonor parada lá atrás, a rir,  mãos pregadas aos joelhos... Em vão!
Fiquei-me a cem metros do quarto. E a dois, borrado que a sorte não sorri a todos, da loja de quinquilharias do Ahmed...



           Tout a une fim, même l'enfer.
                           Tahar Ben Jelloun.


domingo, 10 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2018 - E Agora Algo Completamente Diferente...


Ele é estúpido, há coisas que só o Criador pode explicar: eu não Acredito.

Contada por colega:
- Quando fazes VMER (leia-se: viatura médica de Emergência e Reanimação)  e és ativado para uma paragem cardiorespiratória e o agente funerário chegou primeiro, torna-se claro que foste muito devagar...














sábado, 9 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2017 - A Lanchonete.


Declaração de desinteresse:

1- Sou a favor da prostituição, vejo-a como um mero negócio. Faço autópsias, preocupa-me os vivos, ali, os filhos;
2- Não a prostituição, varrida, de rua ou de estrada, mais faltava legalizada, pensam-na à vontadinha e isto é terra de bons costumes. Proibido proibir, porque estúpido e inexequível, prefiro-a em casas condignas e seguras
(nos anos cinquenta, as prostitutas dos Mareantes, antiga rua do Jangal, eram obrigadas à caderneta do registo sanitário);
3- Pagar impostos, bem, aí... Entra as finanças e a Iva, mais vinte e tal que isso para a restauração já era...
Pior: o que faz o janota com o recibo, trá-lo para casa e junta ao irs da mulher?
4- Surpresa vossa, nunca me emborrachei nem fui às putas, já sei o que perdi, jantares-ceia de laboratórios e despedidas de solteiros, vamos-comer-umas-gajas-está-lá-uma-preta-e-uma-branca-um-avião-e-um-dois-cavalos-maricas-não-apanhas-o-comboio-apanhas-onde?


As capelinhas: as tabernas do Artur, do Tanoeiro, do Pesca e, depois,
"Porque sempre por via irá direita", cantava Camões
As outras: as pensões da Chica e da Vinícola, o vinte e seis e a pensão do Novo Dia, na Misericórdia...

Também no Budha da Portela, se praticava o culto...
Era o tempo das boîtes, la maison où l'on passe, as pérolas saídas da casca e da Ostra, na Daniel de Sousa, o Cravo Azul e a Espanhola, na Pedra Furada, dois pintores (a nota de cem do Bocage) e já molha o pincel, A Feia, na rua da Palha, nas traseiras do antigo tribunal e o 1700, às docas, justa homenagem ao ano e ao esquecido Chupa-lhe a Pele, o chafariz, então, existente junto ao Convento de S. João...
Não espanta, pois, o desaparecimento do Guedes, persistiu nos brinquedos tradicionais!

O Morais era administrador do condomínio da clínica. Foi à consulta, apontei:
- Pinga na casa de banho...
Do primeiro esquerdo, que integra o condomínio e está arrendado...
- Um problema: quando acordo é quando ela se deita, quando me deito, acorda ela...
Esta malta fala alto e muito ao telemóvel, subia e descia a rua, ouviu-a:
- Sabe, amor, estou muito bem, vendendo chope e bebida branca numa lanchonete, se chama Cravo Azul!,

Te vas a quedar marabilhado...











sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2016 - Paga e Não Bufes!



Ahahah 

Recebido do meu amigo Pedro Melo. 



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2015 - o lado sem Graça da vida.



Começo a ficar farto desta merda, dos descontos e da pedinchice que nunca chega, dos gastos supérfluos e incomportáveis destes filhos da puta que nos governa(ra)m e se governam melhor,

Farto de brincar aos médicos e enfermeiras, quem ganha mais e ninguém ganha com isto.,


Há pouco vi uma mulher com incontinência urinária, que apanha do lixo os sacos de plástico do supermercado porque, de há muito, não tem para as fraldas/pensos.


Desculpem.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2014 - Os Professores Marcelo & Marcelo, Este e o Outro do Tempo Desta Senhora...


Concedo, serão os exames do liceu brutalmente exigentes, inteligência bruta. Desconheço se é das hormonas ou da mioleira de frango: dos Professores Marcelo, este e o outro da conversa de enrolar, Conversas em Família e do enrolanço:
Conhece do avesso os concorrentes da Casa dos Segredos e concorre com eles, não é segredo para ninguém: esta malta já tem direito a voto,
Mas não tem voto na matéria.


A senhora de sessenta e nove anos está na lua, recorreu à consulta por amnésia a esclarecer, acompanhada pelo neto, de vinte e um.
Sabe o dia e o ano e não sabe, a cidade nem o nome dos bichos: a colega perguntou o nome do Presidente da República e do Primeiro-Ministro, o atual ou do outro, do tempo desta senhora.,

O neto interveio, indignado,
- Oh, doutor, mas isso nem eu sei!!


Saímos oficialmente do lixo: estamos na pocilga.









terça-feira, 5 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2013 - O Bordel de Éfeso e a História do Cu Agradecido.

                                                       
Ao fundo da estrada percebia-se a coluna de fumo, passaram ambulâncias e carros de bombeiros,
- Incêndio!
Numa paisagem árida,
Colidiram dois camiões e, os gases negros,
- Da fábrica de açúcar... - desculpou-se o guia.


Das cinzas renasceu Pompeia, tudo como dantes,
Éfeso é o exemplo da cidade superiormente restaurada, há pouco abandonada,
Acredito-os dissimulados no mar de gente ou escondidos nas colunas, agarrados ao mingau de fava,
Calhaus: Olímpia, os mármores de Elgin que o Museu Britânico recusa devolver, já se vê, gregos  para preservar o património, Delfos,

O oráculo: Um javali te indicará o local... e, aí, Androclos edificou Éfeso.
O porto na foz do Kaytros, que a ligava a Roma e Alexandria e a rota das caravanas, elevaram-na ao principal entreposto da Ásia Menor; tudo se comerciava: frutos frescos e secos, sedas e especiarias, escravos e ideias,
Ombreou com Mileto e Atenas,
Não espartanos, acolhiam livremente todas as religiões, os cristãos, uma cruz, ameaçavam a venda das estatuetas a Artémis,
O culto a uma deusa virgem e androfóbica, que engravidou a companheira Calisto quando Zeus se fez passar por ela, ela que Actéon ainda viu nua e foi o que ganhou, cascos e chifres e um boi a ver o monumento,
Os deuses vivem dos opostos,
Antes Afrodite.

Na ágora superior, o Odéon, o Prytaneion e o fogo sagrado; ao centro da praça, Ísis, filha do Céu, irmã de Osíris e sua devota mulher,
Por tradição, porque se acreditava numa segunda vida e porque Ísis já tinha provas dadas de ressuscitar os mortos: insuflou o falo morto de Osíris e concebeu um filho...

A elegante e marmoreada Rua dos Curetes desce à Biblioteca; régua e esquadro, Lysimachus cabulou a malha Hipodâmica e urbanizou-a,
Na rua, adornada de colunas, mercadejava-se sob o teto de madeira; aí viviam os abastados, nas casas dos terraços: a fachada simples e era só isso, o interior dionisíaco, sala de visitas com espreguiçadeiras improvisadas no mármore, vinho e bacantes, aquecimento central e frescos, as fontes do impluvium e a piscina de mosaicos, ali e um pouco abaixo,
Os banhos de Scholastika, o Calidarium e o Frigidarium, tudo ao molho e fé em Tycha, a deusa da fortuna, no templo de Adriano.

O edifício de dois pisos, que se vê ao fundo da rua, é a Biblioteca, imponente,
Os capitéis cortados iludem-na maior,
No piso térreo, em réplicas gessadas, a sabedoria e a ciência, a fortuna e a

Virtude: em frente, o prostíbulo, a genialidade romana, Nem por Cristo, Maria Cristina!, Vou mesmo à biblioteca...
A cem metros, esculpidos na pedra, um pé esquerdo que aponta a direção do bordel e afere o tamanho do pretendente, uma mulher peluda e achamboada que, lembra, nem tudo são rosas, e um retângulo, quem sabe o cartão de crédito, mais débito,

O espetáculo continua: o Grande Teatro, palco e arena para vinte e cinco mil, animais, fora as pessoas, e a sumptuosa Via Arcadiana que conduz ao porto, repleta de lojas e iluminada à noite,

À saída, a Meryem kilise, a Igreja de Maria para os já pecadores
E para os que sobem a avenida.





                                                                  II


DIKKAT! KAYGAN ZEMIN.

Já sei, Piso Escorregadio, escarranchei-me nos Curetes,
Não tenho onde largar o rabo, os chinocas, de olhos em bico com aquilo e com tudo, monopolizam as pedras possíveis,
Ergue-se um e já foste de máquina em punho, obrigado,
- Um cu agradecido...


3. E pronto, voo de Izmir às quatro e (não é) qualquer coisa, acordar às duas e meia,
O casal Pimenta deu para brincar às escondidas,

- Estavam ao meu lado, do seiscentos e um...
E ao lado, havia dois, o dois e o outro
Que me apareceu, nu e aos gritos, tal e qual, criatura do Egeu.

Entretanto, o casal Pimenta descera e estava na galhofa na camioneta, Estamos atrasados,
- O muezzin não vos acordou?...,
Claro,
- Ajoelhou, vai ter de rezar!








segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2012 - Belgas São as Bolachas.



Ahahah, pois não, Simão! 




#surreal. 

domingo, 3 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2011 - Tenho Dito.,


Uma mulher bonita é um perigo. Uma mulher feia é um perigo e uma desgraça!





sábado, 2 de fevereiro de 2019 0 comentários

Cena # 2010 - Está Lá Tudo.


Pai, inventei mais um palavrão:
- FÔRRA!







 
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