A Martinha apresentou a sua rima,
- O meu pai é enfermeiro,
Dá picas no traseiro!
E o Gustavo, a sua,
- Fui montado na Figueirinha,
A mãe esqueceu a camisinha...
Menino Zequinha...- avançou a professora, a medo,
- Ora vamos lá, professora!,
O canguru
Tem pelos no cu...
Uma rima de merda,
- Isso tem algum jeito, Zequinha?!
- Está bem, professora...
O canguru
Tem pelos na bochecha,
- Zequinha, por favor!, Pior agora, nem rima!
- Mas professora, ainda não terminei...
O canguru
Tem pelos na bochecha,
E não os tem no cu
Porque a professora não deixa!
II
Enjoam numa de rimas, o Simão não atina com os nomes Vasco e Tomás, vai de já fazi, já fazeu, doi-me o jalheu,
Rimam com o que lhes vem à mona, não interessa,
Faziamo-lo, mais velhos, em lengalengas da teta,
A caminho de Odivelas vai um cowboy sem calções,
As meninas da Califórnia, tetas a abanar, cu para fora nas bordas do alguidar, e a tia Aurora, pior do que elas, com o burro aos trambolhões...,
Mais coisa, menos burro, a rapaziada sabe do que falo,
III
- O Vasco disse mamola!
- Papá, era para rimar com bola...,
Totobola, dar à sola. E eu, com pressa para o trabalho,
Trabalho, labuta,
É melhor não lhes dizer nada!
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